Cirurgia plástica nos olhos

Pessoas com mais de 30 anos sabem que, a partir dessa idade, os efeitos do envelhecimento podem começar a aparecer. Isso varia de uma pessoa para a outra porque inclui fatores como DNA e rotinas de vida de cada um. Contudo, muitas pessoas estão recorrendo à cirurgia plástica nos olhos para combater o envelhecimento, entre outros fatores.

A plástica ocular é capaz de corrigir deformidades da região dos olhos, desde as pálpebras até o sistema de drenagem. A técnica une microcirurgia oftalmológica com a reconstrução própria de cirurgias plásticas.

São vários os tipos de alterações oculares que podem ser tratados com a cirurgia plástica nos olhos. Além dos motivos estéticos, muitas pessoas recorrem a essa técnica até para enxergarem melhor.

As alterações nas pálpebras, por exemplo, podem ter sido ocasionadas por doenças como câncer, herpes ou até da tireóide. O excesso de pele que se acumula no local pode acabar causando um aspecto cansado.

Indicação da cirurgia plástica nos olhos

A cirurgia plástica nos olhos é indicada para inúmeros casos diferentes. Antes de tudo é necessária uma consulta ao profissional especializado. Ele é quem irá identificar através de análises e exames qual a sua real necessidade. Seja por questão estética ou má formação na região, o médico quem pode indicar a técnica mais adequada ao caso.

Muitas pessoas pensam saber o que precisam, mas somente um médico competente pode dar esse diagnóstico.

Confira alguns exemplos de quando a cirurgia plástica nos olhos é realmente indicada:

  • Excesso de gordura na região da pálpebra;
  • Excesso de pele na região da pálpebra;
  • Casos de entrópio, quando os cílios se voltam em direção aos olhos, prejudicando a visão;
  • Casos de Ptose, quando a pálpebra superior baixa e obstrui a visão;

Alterações oculares

Há diferentes tipos de alterações oculares que levam à necessidade da cirurgia plástica nos olhos. Cada alteração demanda um tipo de técnica diferente durante o procedimento cirúrgico.

Alterações palpebrais:

  • Dermatocálase: indicada quando há excesso de pele ou a formação de bolsa de gordura nas partes superiores/inferiores das pálpebras. Podem acontecer de forma hereditária ou como consequência do envelhecimento.
  • Entrópio: é o tipo de caso quando a borda da pálpebra acaba virando e sobrepondo o globo ocular. O olho acaba ficando irritado com o contato. Se não tratado, o caso pode evoluir para uma infecção e até a perda da visão;
  • Ectrópio: é ao contrário da acima. Nesse caso a borda vira para fora, o que deixa o globo ocular mais desprotegido;
  • Ptose: quando a pálpebra superior está caída. O fato pode levar ao bloqueio do campo de visão;
  • Tumores: terçol e calázios, por exemplo.

Alteração de via lacrimal

  • Lacrimejamento: acontece quando há produção em excesso de lágrima, ocasionada por alguma infecção, por exemplo. A cirurgia se encarrega de abrir um novo caminho à lágrima;
  • Olhos secos: acontece em casos de diminuição da produção lacrimal. Quando o uso de colírios não é suficiente, a cirurgia torna-se opção.

Alteração da órbita

  • Olhos inestésicos: em casos de algum trauma ou infecção grave, reconstrói-se ou até remove-se o olho. A cirurgia reconstitui o globo com implantes;
  • Retração: ocorre quando tumores são causadas por alterações na tireóide. Os olhos ficam com aspecto de arregalados.

A cirurgia

O procedimento costuma levar de 40 minutos a uma hora e meia. Dependendo da complexidade do caso, pode se estender por algumas horas a mais. A anestesia pode ser local ou geral, dependendo de qual o médico julgar mais necessário.

Em geral, as cicatrizes costumam não ser visíveis, já que as incisões são bem calculadas. O médico cirurgião responsável deverá abrir uma pequena incisão na região das pálpebras ou de outra forma, conforme cada caso. Após, ele inicia os procedimentos, como a retirada do excesso de gordura ou a reconstrução do globo ocular.

Por se tratar de uma cirurgia simples, o tempo de internação não costuma ultrapassar de 24h. Os pontos podem cair sozinhos ou então ser retirados em consultório médico. A cicatriz é quase invisível, já que os médicos escolhem zonas estratégicas para os pontos.

A cirurgia plástica nos olhos não é indicada para pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Pós-operatório

Tratando-se de uma cirurgia na região dos olhos, é importante ter consciência de que é uma zona sensível. Portanto, são fundamentais alguns cuidados para que o pós-operatório não tenha complicações:

  • Não fumar por pelo menos dois meses após a cirurgia;
  • Ingerir somente os medicamentos receitados pelo médico;
  • Higienizar corretamente a região da cirurgia;
  • Repouso absoluto por pelo menos uma semana;
  • Utilizar óculos escuros por cerca de um mês para evitar a exposição da cicatriz ao sol;
  • Dormir de barriga para cima, nunca de lado ou de barriga para baixo por 15 dias;
  • Quem usa lentes de contato deve evitá-las por cerca de 10 dias.

Os desconfortos na região dos olhos após a cirurgia plástica ocular são considerados normais. O médico pode chegar a receitar algum medicamento para a dor e também para evitar infecções. Em poucas horas a visão volta ao normal e o paciente pode ver os resultados assim que a região desincha.

Riscos

Mesmo sem ser caracterizada como uma cirurgia de grande risco, a cirurgia plástica nos olhos pode ter algumas complicações. Antes da cirurgia é indicado que você converse bem com o seu médico e esteja ciente de todos os riscos.

Confira alguns desses riscos em casos de complicações durante a operação:

  • Trombose;
  • Olhos secos e visão embaçada por alguns dias;
  • Dor ao piscar os olhos;
  • Disfunção na pálpebra.