Ginecomastia

 O aumento das mamas em homens é comum em determinados momentos da vida. Nem sempre é preciso tratamento, mas em alguns casos específicos ele pode ser necessário. Saiba mais

Médico desenhando com uma caneta no peitoral de um paciente
Imagem: Shutterstock

A ginecomastia é definida como o crescimento benigno da mama em homens. Um homem pode ser diagnosticado com condição quando ele possui mais de 2 cm de tecido mamário palpável, firme, subareolar e ductal. A condição pode se manifestar de maneira transitória ou ser permanente, daí a necessidade de acompanhamento médico especializado.

Acredita-se que o problema atinja cerca de um terço dos homens ao longo de sua vida e esteja presente em 60 a 90% dos recém-nascidos. Porém, na grande maioria dos casos, a ginecomastia se resolve sozinha, sem a necessidade de qualquer tipo de intervenção, e em algumas semanas.

A ginecomastia é mais comum na fase da puberdade, atingindo 60% dos meninos aos 14 anos de idade, o que não significa que garotos mais velhos não possam desenvolver o problema - aos 19 anos, a prevalência da ginecomastia é de 5 a 15%.

Graus da ginecomastia

A ginecomastia pode ser classificada em graus. O que os diferencia são características como tamanho da mama e tecido mamário:

  • Grau 1: o aumento da mama é pequeno. É possível visualizar uma massa pequena de tecido glandular mamário, algo do tamanho de um botão;
  • Grau 2a: a mama já apresenta um aumento, que geralmente pode ser visto na sua parte inferior, embora não haja excesso de pele;
  • Grau 2b: nesse grau de ginecomastia já existe excesso de pele na mama;
  • Grau 3: é o estágio mais avançado. É possível notar que a mama apresenta tamanho aumentado em toda a sua extensão, com excesso de gordura e pele.

Causas da ginecomastia

 Mas por que as mamas crescem nos homens? A mama masculina é formada por gordura e também possui glândula mamária, assim como nas mulheres. Só que no caso dos homens, essa glândula não se desenvolve.

Porém, um desequilíbrio hormonal pode alterar esse quadro e levar ao surgimento da ginecomastia. Mas vale ressaltar que essas alterações hormonais podem ocorrer, com normalidade, em certas fases da vida do homem. São elas:

  • Logo após o nascimento: em decorrência dos hormônios placentários transferidos pela mãe, a mama dos bebês pode ficar salientada nos primeiros dias após o nascimento;
  • Na puberdade: entre os 10 e os 12 anos é possível observar um aumento nos níveis de estradiol (hormônio feminino) e, em contrapartida, uma queda no nível de testosterona. Em geral, a partir dos 16 anos o quadro começa a retroceder;
  • Na velhice: nessa fase, a ginecomastia também está relacionada à diminuição nos níveis de testosterona devido a um aumento da massa corporal.

Além do desequilíbrio hormonal, a ginecomastia também pode estar relacionada a outros fatores, como:

  • Uso de certos medicamentos, como anti-hipertensivos, antiarrítmicos e antidepressivos;
  • Uso de anabolizantes;
  • Excesso de peso;
  • Alguns tipos de câncer (pulmão, estômago e rim);
  • Infecção nos testículos;
  • Insuficiência renal e hepática;
  • Hipertireoidismo.

Sintomas da ginecomastia

 O principal sintoma da ginecomastia é o aumento do volume dos seios. Além disso, as aréolas podem ficar mais escuras e maiores e as mamas podem ficar doloridas.

A ginecomastia pode atingir tanto uma mama quanto as duas e pode variar desde graus discretos até formas avançadas.

Como é feito o diagnóstico da ginecomastia

 O exame físico geralmente já consegue identificar facilmente a doença. Porém, caso o médico deseje obter um diagnóstico mais preciso e descartar a presença de outras condições, como a lipomastia (acúmulo de gordura na região), ele pode solicitar exames complementares, como:

  • Cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC);
  • Ultrassom das mamas;
  • Mamografia, para verificar a presença de nódulos (aqui, vale um comentário: embora raro, os homens também podem desenvolver câncer de mama);
  • Avaliação dos níveis hormonais.

Qual o tratamento para a ginecomastia?

Não há risco de homens com ginecomastia desenvolverem câncer de mama e, como já dito, em muitos casos é uma condição que se resolve espontaneamente, sem a necessidade de qualquer tipo de tratamento. Este só é necessário e recomendado dependendo do volume da mama e do desconforto estético e social que ela possa causar, como durante a prática de atividades físicas que levem à exposição do tórax.

No caso dos adolescentes, em geral, o médico recomenda acompanhamento, para avaliar uma possível evolução do quadro, e orientações sobre a condição.

O tratamento depende da condição que levou ao quadro de ginecomastia. Por exemplo, se ela foi causada por excesso de medicamentos, a suspensão dos mesmos geralmente resolve o problema.

Já nos casos em que as mamas são muito proeminentes (seios com mais de 4 cm de diâmetro muitas vezes não regridem naturalmente), o médico pode indicar medicamentos para tentar a redução espontânea ou, quando esses falham, um procedimento cirúrgico. A cirurgia indicada para tratar a ginecomastia é a mamoplastia redutora.

Como é feita a cirurgia para ginecomastia?

 Na mamoplastia redutora o médico faz pequenas incisões no tórax do paciente (em geral, ao redor das aréolas) para a retirada do excesso de tecido glandular e gordura. O procedimento é feito com anestesia geral ou sedação intravenosa e dura, em média, duas horas.

O fechamento das incisões é feito com pontos ou uso de cola cirúrgica para reduzir a marca das cicatrizes e o paciente tem alta em 24 horas, na maioria dos casos. Se necessário, o cirurgião pode indicar a realização de uma lipoaspiração associada à mamoplastia, para que os resultados sejam mais satisfatórios.

O pré-operatório da cirurgia para ginecomastia inclui a realização de exames, sendo os principais deles: hemograma completo, eletrocardiograma, ultrassonografia de mamas ou mamografia, função renal e coagulograma.

Recomenda-se aguardar o término da puberdade antes de realizar a cirurgia para correção da ginecomastia, para evitar que o problema reapareça.

Pós-operatório da cirurgia para tratamento da ginecomastia

Após a mamoplastia redutora, o paciente pode sentir um pouco de dor nos dias seguintes à cirurgia, mas para que a recuperação seja completa e sem intercorrências, deve-se seguir à risca os cuidados recomendados pelo médico, sendo os principais:

  • Fazer refeições leves nos primeiros dias após o procedimento;
  • Dormir apenas de barriga para cima;
  • Manter a região operada seca e limpa e não retirar as fitas;
  • Trocar o curativo e agendar a retirada dos pontos, com o médico, entre 8 e 15 dias após a cirurgia;
  • Evitar tomar banho quente;
  • Não dirigir nos primeiros 30 dias;
  • Não praticar atividades físicas até liberação médica;
  • Relações sexuais devem ser evitadas por um período de 15 dias;
  • Fazer uso das medicações indicadas pelo médico.

Caso você queira saber mais sobre ginecomastia e como é realizada a cirurgia para correção do problema, procure um cirurgião plástico especializado neste tipo de procedimento. Entre em contato e agende sua consulta com o Dr. Leandro Pellarin.

 

Fontes:

Pebmed

Hospital Sírio-Libanês

Cirurgião plástico Dr. Leandro Pellarin

Manual MSD

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